No Acre, homicídios caem, mas tentativas crescem em março, aponta PCAC

Ao menos 14 pessoas foram mortas em março, segundo dados divulgados pelo relatório de Mortes Violências disponiblizado pela Polícia Civil do Acre (PCAC). O número representa uma redução de 6,67% em relação a fevereiro, mas o número de tentativas saltou de 18 para 24 casos, um crescimento de mais de 30%.

O equilíbrio entre capital e interior chama atenção nos homicídios consumados: sete registros em cada. Ainda assim, a regional que engloba Rio Branco, Bujari e Porto Acre concentrou mais da metade das ocorrências, reforçando o peso da capital e arredores no mapa da violência. Já nas tentativas, a capital aparece à frente, com 13 casos, contra 11 no interior.

A arma de fogo segue como principal instrumento da violência letal, presente em quase dois terços dos homicídios e em mais de dois terços das tentativas. A predominância indica não apenas o fácil acesso, mas também a letalidade potencial dos conflitos.

Disputas entre facções criminosas aparecem no topo das motivações, empatadas com crimes classificados como fúteis ou ligados ao consumo de álcool. Juntas, essas causas respondem pela maioria dos assassinatos registrados no mês, evidenciando tanto a atuação do crime organizado quanto a banalização da violência em situações cotidianas.

O perfil das vítimas também pouco mudou: homens jovens continuam sendo os principais alvos. Nos homicídios, quase três em cada quatro vítimas eram do sexo masculino, com maior incidência entre 18 e 29 anos. Nas tentativas, o padrão se repete, mas com leve deslocamento para a faixa de 30 a 39 anos, que concentra quase metade dos casos.