
Em 2003 o presidente Lula (PT), criou o Bolsa Família. Durante seu período governando o país, o ex-presidente Bolsonaro (PL) extinguiu o programa, em virtude da criação do Auxílio Brasil. Ambos têm a mesma finalidade: atender as necessidades da população em situação de vulnerabilidade social do país. Por conta da troca de governo, o programa criado por Lula voltará a ser a transferência de renda do país neste ano.
Desse modo, existirão algumas mudanças em relação ao Auxílio Brasil, que foi criado em 2021. Em alguns pontos, o Bolsa Família continuará parecido com a antiga transferência de renda de Bolsonaro. O ministro do Desenvolvimento Social, no entanto, anunciou que haverá algumas mudanças. Segundo Wellington Dias, algumas pessoas serão retiradas da lista de beneficiários do programa.
Continue lendo esta matéria para saber quem corre o risco de ter o Bolsa Família cortado.
Wellington Dias anuncia que mais de 10 milhões de pessoas podem perder o Bolsa Família
Antes de mais nada é importante explicar como funciona a transferência de renda atualmente. Como já explicado, o Bolsa Família é concedido para quem se encontra em situação de extrema pobreza ou pobreza. Veja a diferença das duas categorias abaixo.
- Entende-se por extrema pobreza, famílias cuja renda mensal familiar seja de até R$ 105,00 per capita (por pessoa);
- Já a pobreza acontece quando a família tem uma renda mensal de até R$ 210,00 per capita. Neste caso, a inscrição no programa é permitida, desde que um dos integrantes seja gestante, lactante ou possua até 21 anos de idade.
Por fim, para se inscrever no Bolsa Família, a família precisa possuir inscrição no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).
Ao todo, 21,6 milhões de famílias são beneficiadas com a transferência de renda, de acordo com dados do antigo Ministério da Cidadania. Após as eleições, o TCU (Tribunal de Contas da União) constatou que houve um aumento nas famílias declaradas como unipessoais. Em outras palavras, composta por um único integrante.
Apesar da prática não ser proibida, levantou suspeitas de Wellington Dias. Cada família só pode receber uma cota do Bolsa Família, independentemente do número de integrantes. Para o ministro, existem muitas pessoas cadastradas como unipessoal, que fazem parte de famílias que já recebem a transferência de renda. Também há casos de pessoas que não se enquadram na faixa de renda e, mesmo assim, recebem o benefício.
Veja como o pente-fino será feito
Wellington Dias, afirmou que vai usar dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para verificar as informações dos beneficiários do Bolsa Família. Além disso, irá fazer uma averiguação nos dados do Cadastro Único.
A expectativa é de que cerca de 10 milhões de pessoas possam ter seus benefícios cortados. Dias afirmou que a medida se faz necessária para que o Governo possa adicionar mais pessoas à lista de beneficiários do programa. Para fazer a consulta, basta acessar o site do Dataprev através deste link: https://cadunico.dataprev.gov.br/#/home.






