Invicto em eleições, Gladson venceu em 1º turno a “força total” do PT e outros grandes nomes da política

O governador Gladson Cameli (Progressistas) vem se apresentando como um grande fenômeno em eleições. Aos 44 anos, filho de uma tradicional família do Juruá, ele segue invicto em todas as disputas que participou e conseguiu um feito extraordinário esse ano: derrotar em primeiro turno não só a “força total” do PT, que uniu Jorge Viana e Marcus Alexandre, mas também nomes como Sérgio Petecão, Mara Rocha e Marcio Bittar, em uma única eleição.

Geralmente, as eleições incluem poucos nomes com potencial de vitória, mas essa era diferente. Gladson, no entanto, se valeu do sentimento de renovação do eleitorado, que elegeu uma bancada federal totalmente nova. Sua atuação com responsabilidade na pandemia, fez com que o povo resolvesse lhe dar mais uma chance.

Desde 1990, apenas três eleições no Acre foram levadas ao segundo turno: a daquele ano, quando Edmundo Pinto venceu Jorge Viana; a de 1994, quando o tio de Gladson, Orleir Cameli, venceu Flaviano Melo; e a de 2014, com vitória de Tião Viana em cima de Marcio Bittar.

Em 1998, o PT com Jorge Viana venceu Alércio Dias na primeira etapa, feito que foi conquistado novamente em 2002, quando venceu Flaviano Melo. No caso de Gladson, as duas vitórias foram em confronto que se configurou contra o próprio PT, tendo Marcus Alexandre participado das duas. Em 2006, Binho Marques derrotou Marcio Bittar em 1º turno e a última vitória viria com Tião Viana, em cima de Tião Bocalom em 2010.

Além das duas eleições seguidas na primeira etapa, Gladson carrega o título de invencibilidade. Nunca foi derrotado em urnas desde que apareceu no cenário político em 2006, com sua vitória a deputado federal. Em 2014, foi eleito Senador para a única vaga disputada naquela eleição e em 2018, já saiu para ser governador.

Em 2022, terminou com 56,75% dos votos, deixando Jorge Viana (PT) com 24,21%, Mara Rocha (MDB) com 11,06%, Petecão (PSD) com 6,42%, Marcio Bittar (União Brasil) com 1,12%, Professor Nilson (PSOL) com 0,26% e David Hall (Agir) com 0,18%.