
Assim que terminou a apuração dos votos no último domingo, 02, os bastidores da política em Mâncio Lima ficaram fervendo. Realmente o resultado de uma eleição tem seu líame com a próxima. A política do Oba-oba não existe mais, sendo assim, aquele que tem pretensão a algum cargo público, além de ter trabalho prestado, precisa andar para se apresentar e acima de tudo, conhecer as demandas da população e elaborar um plano de governo convincente.
Aprendendo com o passado
Mâncio Lima nos ensina que nem sempre aquele candidato mais badalado ou o mais rejeitado poderá ganhar ou perder uma eleição. Foi assim em 2020, onde a candidatura mais badalada era a da progressita Silene Siqueira, após a apuração das urnas ela ficou em terceiro lugar. O contrário ocorreu com o governador Gladson Cameli, que em 2020 decidiu apoiar um candidato do PT, e momentaneamente desagradou 70% da população. A revolta dos eleitores em 2020 não foi sentida nas urnas, pois foi justamente Mâncio Lima quem deu a maior votação proporcional para Gladson dois anos depois.
Virando a mesa
Antes das eleições estaduais, o nome do empresário Chicão da distribuidora (MDB) era um dos mais badalados para tirar o grupo do PT, que está no poder desde 2017. Ocorre que após a derrota de Jéssica Sales, o que mais se fala é que Chicão ficou sozinho. Chicão não elegeu nenhum político de peso nesta eleição. As três mulheres que ele apoiou perderam: Jéssica Sales (federal); Márcia Bittar (senadora) e Mara Rocha (governadora). Ir para uma eleição sem apoio não é tarefa fácil para um político sem mandato.
Com as máquinas à disposição
O grupo do Isaac, que já tem a prefeitura à disposição, muito provavelmente terá também o governo do Estado. Nomes para suceder o petista Isaac Lima não será o problema. Até o momento eles trabalham três nomes, a saber: secretário José Alberto (Tó), Vereador Renan e Ângela Valente. Também são cogitados os nomes do pecuarista Armando e do empresário Zé Luiz da JL Informática.
PP com a bola toda
Embora Silene Siqueira, presidente do diretório do Partido Progressita (PP), em Mâncio Lima não tenha tido um protagonismo marcante nesta última eleição, o partido saiu fortalecido como nunca. Elegeu três deputados estaduais, três deputados federais, vice governadora e governador do Acre. Com isso é o partido com maior força no Acre e em Brasília. O problema do PP, como sempre será interno. Além do fato de Isaac já ter se manifestado querer ir para o PP, problemas antigos atrapalham o destino do grupo.
Ainda sobre o PP, ao menos quatro nomes já cogitam suas candidaturas à prefeitura em 2024. O Deda, como sempre, diz que será candidato, mas até seus fiéis defensores duvidam, além do mais, Deda ainda precisa ajustar questões relacionadas à inelegibilidade junto à Justiça. Outro nome do PP, que se apresenta é o do vereador Evandro Nascimento. Foi ele o responsável pela ida do deputado Gerlen Diniz para Mâncio Lima. Se nos próximos dois anos, Gerlen atender as expectativas dos manciolimenses, Evandro ficará ainda mais reconhecido pela sua atuação como vereador.
O advogado Zé Luiz, organizador da campanha do deputado Manoel Morais também é um nome cogitado nos bastidores. Pela excelente votação do deputado, Zé Luiz ganhou notoriedade e contará com a articulação de Morais nos corredores progressistas.
UNIÃO BRASIL
O União Brasil saiu fortalecido nesta eleição. Fez um senador da república, dois deputados federais e dois deputados estaduais. O senador eleito Alan Rick disse que pretende lançar um candidato a prefeito em Mâncio Lima. Nomes como o do professor Josimar Rodrigues e de Josemir Melo poderão ser colocados à disposição pelo partido. Josimar é amigo de longas datas do senador Márcio Bittar, já Josemir tem uma boa relação com o senador eleito Alan Rick. Ademais, a família Rodrigues é uma das maiores e mais tradicionais em Mâncio Lima, e se unindo será uma força com grande potencial político.
Um bom nome
O ex vereador Rogério Morais já falou que após a vitória do seu deputado estadual, Pedro Longo, também irá concorrer à prefeitura. Essa é uma decisão que cabe ao grupo e a família dele, e por unanimidade o grupo decidiu que quer ele concorrendo.






