Ministra que pode afastar Gladson Cameli é “linha dura” e incorruptível

A gaúcha de Soledade, município distante 218 Km da capital Porto Alegre, é  reconhecida não apenas pelo profundo conhecimento jurídico no campo do direito privado, mas, especialmente, pela preocupação social que caracteriza o seu modo de julgar.

Considerada uma referência para os demais membros do STJ, a ministra Nancy Andrighi desfruta do respeito entre os pares por ser considerada o tipo de julgador que sempre enxerga as pessoas por trás dos processos. Entretanto é considerada uma ministra “linha dura” e incorruptível no julgamento de processos de corrupção.

Nancy Andrighi se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, fez mestrado na Suíça e doutorado na Universidade de Buenos Aires.

Iniciou a carreira na magistratura  como juíza estadual no Rio Grande do Sul e depois foi juíza do TJDFT, órgão no qual ingressou como desembargadora em 1992.

Após a posse no STJ, atuou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde foi corregedora-geral eleitoral; na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), como vice-diretora; e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), exercendo a função de corregedora nacional de Justiça.

Atualmente, a ministra integra a Corte Especial, a Segunda Seção e a Terceira Turma do STJ. Além de sua atividade como julgadora, tem participação destacada em projetos sociais voltados para pessoas com deficiência, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do tribunal, da qual é presidente.

No Tribunal da Cidadania, Nancy Andrighi foi relatora de inúmeros precedentes que marcaram a jurisprudência em diversas áreas do direito privado, entre eles a guarda compartilhada, que passou a ser referência para as decisões posteriores do tribunal e acabou por ser incorporada à Lei 13.058/2014.

No final de dezembro de 2021, ela completou 22 anos como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

É com ela que está o processo que investiga o governador do Acre, Gladson Cameli (PP). Foi a ministra Nancy Andrighi que autorizou as buscas e apreensões nas residências de Gladson, do pai e do irmão dele, além da Casa Civil e Palácio do Governo.