Após derrota esmagadora no 1° turno, campanha de Alan Rick estaria desanimada e muitos abandonaram o “barco” por acharem quadro irreversível

A recente corrida ao Governo do Estado do Acre nas eleições de 2026 desenhou um cenário político sem precedentes na história do estado. A governadora Mailza Assis (PP) alcançou 49,76% dos votos válidos no primeiro turno, ficando a escassos 0,24% de encerrar a disputa de forma definitiva. O desempenho foi impulsionado por uma expressiva capilaridade territorial, garantindo a vitória da candidata em 19 dos 22 municípios acreanos, o que consolidou uma vantagem superior a 76 mil votos sobre o segundo colocado, Alan Rick (Republicanos).

Sob o filtro histórico, a margem obtida por Mailza no primeiro turno já se coloca entre as performances mais dominantes do estado. Historicamente, o Acre registrou disputas de segundo turno apenas em 1994 e 2014, ocasiões em que as margens entre os finalistas foram significativamente mais estreitas. Ao abrir uma diferença de 17,49 pontos percentuais sobre o adversário direto, a candidatura governista entra na etapa final com uma base eleitoral sólida e com ampla liderança no interior e na capital.

Simulações recentes de segundo turno do instituto Data Control indicam que Mailza pode atingir 66,88% dos votos válidos contra 33,12% de Alan Rick. Caso esses números se confirmem nas urnas, o feito registrará a maior vitória proporcional para o governo em toda a história democrática do Acre. O recorde atual pertence a Jorge Viana, que venceu no primeiro turno de 2002 com 63,58% dos votos. Superar essa marca significaria estabelecer um novo teto percentual para pleitos estaduais, além de cravar a maior votação já registrada em uma disputa de segundo turno no estado.

Com a migração expressiva do eleitorado dos candidatos derrotados — onde a pesquisa Data Control aponta que mais de 60% dos eleitores de Tião Bocalom e de Thor Dantas tendem a apoiar a governadora —, a consolidação desse resultado histórico ganha força. A combinação entre o favoritismo construído nas urnas e a atração das novas alianças coloca o resultado do segundo turno no Acre no centro das atenções, com potencial de redefinir os parâmetros de votação e a hegemonia política no estado para os próximos anos.