Em Mâncio Lima, jovem envolvido em roubo e homicídios que fugiu do fórum municipal se entrega a polícia e diz: “Fugi por que tinha medo de algema”

Na manhã desta segunda-feira, 8, o investigado Carlos Daniel Gonçalves da Silva, 18 anos, que fugiu durante uma audiência de custódia do fórum de Mâncio Lima se entregou à polícia

Em sede policial, o investigado se entregou acompanhado de um advogado e disse que fugiu por conta de fobia à algemas. Ohomem, que responde em crimes contra a vida, deverá passar por nova audiência de custódia.

Carlos Daniel Gonçalves fugiu do fórum do município após pedir para usar o banheiro durante uma audiência de custódia na manhã de terça-feira (26). Ele estava preso pela morte de Carlos César de Souza da Silva, de 24 anos, que ocorreu no Réveillon.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o homem passou correndo pela rua e, logo em seguida, um policial aparece correndo em busca de capturá-lo.

“É um cidadão que vive preso. Logo após a morte da vítima, ele foi preso, e em fevereiro, conseguiu liberdade com o uso de tornozeleira. Contudo, foi capturado novamente por tráfico. Quando assumi o caso, logo concluí o inquérito e representei pela prisão do suspeito pelo homicídio”, explicou.

Homicídio

A vítima Carlos César de Souza da Silva dormia com a família quando teve a casa invadida, em 31 de dezembro do ano passado, por três homens encapuzados que se passaram por policiais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda foi acionado, mas a vítima já estava sem vida.

Carlos César também tinha ficha criminal e havia sido preso no final de novembro por matar Claudemir Cruz Vieira, de 26, primo dele, durante uma briga por carne de tatu. Na época, ele foi solto para aguardar o processo em liberdade e acabou morto.

“É acusado de diversos roubos, inclusive homicídios registrados ano passado e outro já este ano. Ele confessou a prática dos roubos e informou os participantes. Com isso, damos uma resposta à população de Mâncio Lima, que vem sofrendo com os constantes assaltos a residências e estabelecimentos comerciais”, disse o delegado Marcílio Laurentino sobre a prisão à época.