Funcionárias executadas por adolescente evitaram chacina no Instituto São José

Às duas funcionárias que foram mortas durante ataque no Instituto São José, em Rio Branco, identificadas como Raquel e Alzenir, atuaram para conter um ataque a tiros dentro da escola nesta terça-feira (5), reduzindo a dimensão do ocorrido e evitando um número maior de vítimas. A ação mobilizou equipes de segurança e emergência e terminou com um adolescente de 13 anos apreendido.

De acordo com informações preliminares, o jovem, que é aluno da instituição, utilizou a arma do padrasto para efetuar disparos no interior da unidade. Durante o episódio, estudantes relataram momentos de tensão e buscaram proteção em salas de aula ao ouvirem os tiros.

Relatos iniciais indicam que as funcionárias Raquel e Alzenir intervieram no momento da ação, impedindo que o adolescente entrasse em uma sala de aula onde estavam dezenas de alunos, onde a intenção dele seria de executar os colegas. Nesse momento, as funcionárias teriam sido atingidas por diversos disparos.

O adolescente estava com três carregadores de munição e também realizou disparos na área administrativa da escola. Após o ocorrido, ele se entregou e foi encaminhado ao Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar.

Apesar da contenção, houve registro de feridos, que foram socorridos por equipes no local e encaminhados para atendimento médico no pronto-socorro de Rio Branco e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito. O estado de saúde das vítimas não foi detalhado até o momento.

A arma utilizada foi apreendida, e as circunstâncias do caso seguem sob investigação. Entre as linhas apuradas estão possíveis conflitos no ambiente escolar, como bullying, e interações do adolescente em ambientes virtuais.

As autoridades informaram que novas atualizações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

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