Senado pode votar ainda este ano projeto que amplia Área de Livre Comércio para Mâncio Lima e Rodrigues Alves

O Senado pode analisar em 2026 o projeto que estende a Área de Livre Comércio de Cruzeiro do Sul para Mâncio Lima e Rodrigues Alves (PL 6383/2025). O objetivo da proposta do senador Alan Rick (Republicanos-AC) é promover a integração regional e evitar a estagnação do comércio dos dois municípios que ainda não são beneficiados com os mesmos incentivos fiscais já existentes em Cruzeiro do Sul na importação de mercadorias voltadas para a venda interna.

O Senado pode analisar este ano o projeto que estende a Área de Livre Comércio de Cruzeiro do Sul para os municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, que ficam na porção oeste do estado, na fronteira com o Peru.

Autor da proposta, o senador Alan Rick, do Republicanos do Acre, argumentou que, pela proximidade geográfica e interdependência econômica dos três municípios localizados no Vale do Juruá, a medida vai promover a integração regional e social e evitar que o comércio em Mâncio Lima e Rodrigues Alves sofra com a perda de clientes.
Alan Rick explicou que os consumidores desses dois municípios preferem os preços mais em conta praticados em Cruzeiro do Sul, porque as mercadorias importadas pelas empresas instaladas na Área de Livre Comércio de lá, quando voltadas para o consumo e venda interna, são isentas do pagamento dos impostos de importação e de produtos industrializados

Com o PL, os comerciantes desses dois municípios terão as mesmas condições competitivas para adquirir seus produtos. O resultado esperado é um só, melhoria da economia local, pois o capital passa a circular na cidade, geração de empregos formais com o fortalecimento do comércio e uma elevação do bem-estar da nossa gente, com mais acesso a produtos e preços justos. É um passo firme pela isonomia e pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia Ocidental.

Como os incentivos tributários também são garantidos, quando as mercadorias importadas são usadas no beneficiamento de diversos produtos, como pescado, recursos minerais e matérias-primas de origem agrícola ou florestal; ou na industrialização de bens em seu território, na operação de turismo e em atividades de construção e reparos navais; diversas indústrias interessadas nessas atividades preferem se instalar na área de livre comércio.
Segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus, só em 2024 foram registradas mais de uma centena de novas empresas na Área de Livre Comércio de Cruzeiro do Sul. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.