
A técnica, conhecida como cirurgia cerebral acordada, é adotada quando o tumor está localizado em áreas responsáveis por funções essenciais, como fala, raciocínio e movimentos.
Durante o procedimento, os profissionais solicitam que o paciente execute tarefas para que qualquer alteração seja identificada imediatamente.
No caso de Elidamaris, a atividade escolhida foi o crochê, algo que faz parte da rotina dela e ajudou a manter a tranquilidade a longo da intervenção.
Elidamaris enfrenta um tratamento contra o câncer desde 2023, quando foi diagnosticada com câncer de mama. Com o avanço da doença, houve metástase para o cérebro, atingindo regiões sensíveis ligadas à fala e ao movimento. Antes da cirurgia, ela já havia passado por sessões de quimioterapia.
De acordo com o neurocirurgião Bruno Amorim, a presença da paciente acordada permitiu o controle em tempo real das funções neurológicas, reduzindo riscos durante a retirada do tumor.Segundo ele, o inchaço causado pelas lesões comprometia áreas importantes, o que tornou a técnica ainda mais necessária.
O procedimento foi considerado um sucesso e, agora, Elidamaris segue o tratamento com sessões de radioterapia.






