Após agressões, ex chama carro de APP e leva mulher morta a hospital

De acordo com a delegada Marília Campelo, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o casal teve um relacionamento de um ano sendo bastante conturbado. A família da vítima informou que Marcelly tinha desaparecido na noite do dia 12 de dezembro.“Ela foi identificada pela família, que teve notícia da morte dela apenas no dia 15. A Marcelly chega a ser levada por um motorista de aplicativo, que não sabia nada sobre ela. Quem acionou o transporte por aplicativo foge da porta da unidade e deixa essa vítima em óbito dentro do veículo. As investigações iniciam desse ponto, e nós conseguimos chegar à autoria. O Saimon é ex-companheiro desta vítima. Ele estava perseguindo ela, e ela já tinha realizado denúncia contra ele. Ele tinha ciência das medidas protetivas contra ele, e nós não sabemos como ele a atraiu. Ela foi morta no interior da casa dele”, explicou a delegada.

A adjunta da DEHS contou que para o motorista de aplicativo, Simom contou que a vítima tinha passado mal após ingerir alguns medicamentos e que precisava levar ela para o hospital.Ao chegaram na unidade, o suspeito disse que ia buscar uma cadeira de rodas para Marcelly, mas não voltou mais. O motorista entrou no hospital para pedir ajuda e uma enfermeira informou que a mulher já estava morta.

As investigações apontam que Marcelly foi até a casa do suspeito, onde foi agredida e asfixiada. No entanto, a polícia continua investigando como a vítima foi atraída.Em interrogatório, Simon confessou o crime e relatou que teria agido em legítima defesa. “Ele relata o que esses covardes sempre relatam: que a mulher estava ameaçando ele de morte, teria partido para cima dele e ele, em legítima defesa, teria asfixiado essa vítima”, disse a delegada.

Ainda conforme a delegada adjunta da DEHS, em Manaus, neste ano, até o momento, são oito casos de feminicídio confirmados, sendo sete autores identificados e presos, e um autor morto.

“Há outros três casos em investigação para saber se esses dados de feminicídio serão atualizados quando tivermos as confirmações”, contou a delegada.

Denúncias e registros de BO

As denúncias de crimes contra a mulher podem ser feitas pelo número 180, da Central de Atendimento à Mulher, e pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Também estão disponíveis os contatos (92) 98545-0808, disque-denúncia da DECCM Centro-Sul; (92) 99364-9797, da DECCM Norte/Leste, e (92) 98545-0808, DECCM Sul/Oeste.

O registro do Boletim de Ocorrência (BO) pode ser feito na delegacia mais próxima do local do fato ou diretamente na DECCM Centro-Sul, situada na avenida Mário Ypiranga Monteiro, conjunto Eldorado, bairro Parque Dez; na DECCM Norte/Leste, localizada na avenida Nossa Senhora da Conceição, bairro Cidade de Deus; e na DECCM Sul/Oeste, na rua Desembargador Filismino Soares, bairro Colônia Oliveira Machado.

No interior do estado, o registro pode ser feito nas Delegacias Interativas de Polícia (DIP) ou nas Delegacias Especializadas de Polícia (DEP).