
Dados do Departamento de Inteligência e Coordenação de Dados Estatísticos da Polícia Civil do Acre apontam que Cruzeiro do Sul permanece entre os municípios acreanos que mais registram violações de medidas protetivas. Entre janeiro e setembro de 2025, 43 boletins de ocorrência foram formalizados na cidade por descumprimento desse instrumento legal, criado para proteger mulheres em situação de violência doméstica. As informações foram consultadas nesta quinta-feira, 4.
As medidas protetivas determinam, por exemplo, o afastamento do agressor, a proibição de contato com a vítima e o impedimento de aproximação do lar ou local de trabalho. O descumprimento dessas determinações é crime no Brasil desde 2018, com pena que pode chegar a dois anos de detenção.
De acordo com a Polícia Civil, o perfil das vítimas acompanha a tendência registrada no restante do estado: a faixa etária entre 30 e 39 anos é a mais atingida. Em seguida estão mulheres de 18 a 29 anos e de 40 a 49 anos, demonstrando que a violência doméstica segue afetando mulheres em idade produtiva e economicamente ativa.
A cor/raça também segue o padrão estadual, com maior incidência entre mulheres pardas, que representam mais da metade dos registros. O número reforça a vulnerabilidade estrutural enfrentada por esse grupo, que concentra a maior parte das notificações de violência doméstica no Acre.
A Polícia Civil destaca que a denúncia é fundamental para a responsabilização dos agressores e para a proteção das vítimas. Órgãos de segurança reforçam que qualquer violação à medida protetiva deve ser comunicada imediatamente às autoridades.






