
Na manhã desta quinta-feira, 27, populares informaram à Polícia Civil a respeito de um saco de fibra com o corpo de um cachorro, jogado às margens do Rio Japiim, na Alameda das Águas. O forte odor, com a presença de insetos, chamou a atenção de populares.
Uma equipe da Polícia Civil atendeu à ocorrência e reportou o fato ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá colher amostras do corpo do animal para realizar os exames e saber se este foi mais um cachorro envenenado.
Esta semana vários animais foram envenenados em Mâncio Lima e o fato tem mobilizado a população e o Poder Público.
O prefeito Zé Luiz emitiu uma nota, manifestando preocupação com a mortandade de animais e acionou a polícia para investigar os casos e chegar até os responsáveis pelos crimes.
O delegado José Obetânio já instaurou um inquérito, no sentido de colher elementos de informação e ouvir testemunhas que possam ajudar nas investigações. Já foram muitos relatos de mortes de animais por envenenamento em Mâncio Lima, e esse fato é punido com pena de reclusão.
CRIME
Diversos tipos penais punem quem maltratar ou matar animais de estimação. A pena por esse tipo de crime vai desde multa de um a 40 salários mínimos por animal, até a prisão em casos extremos. Na esfera penal, o crime é previsto pelo artigo 32 da lei nº 9.605, com alteração da lei nº 14.064/2020, prevendo pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda.
Na sessão desta quinta-feira, 27, a vereadora Alana Rocha (Podemos) apresentou aos demais vereadores a necessidade de criação de um Departamento Municipal de Proteção e Defesa Animal.
Em virtude da mortandade e maus-tratos de animais em Mâncio Lima, que tem chocado a população, a parlamentar requereu da Mesa Diretora o encaminhamento da indicação nº 03/2025, ao Poder Executivo.






