
Moradores da comunidade 7 de Setembro, localizada às margens do Rio Iaco, a poucas horas do Porto de Sena Madureira, fizeram uma descoberta intrigante na última sexta-feira. Ao explorar uma área de mata fechada, eles encontraram uma urna funerária enterrada no barro, que, ao que tudo indica, trata-se de um artefato indígena utilizado pelos povos ancestrais da região.
A remoção da urna não foi tarefa fácil, devido à profundidade em que estava enterrada. Os moradores se esforçaram para retirar o objeto, documentando o processo com imagens. As fotos revelam que a urna estava vazia, sem quaisquer restos mortais em seu interior.
Segundo historiadores, a descoberta de urnas funerárias indígenas pode ser associada a diferentes práticas funerárias tradicionais. Na cultura indígena, os funerais podem ser simples ou secundários. No funeral simples, o corpo é enterrado diretamente na terra, colocado em uma urna, enfaixado ou disposto em um balaio.
Já no funeral secundário, os restos mortais são coletados após o corpo ter sido consumido ou desfeito, e então colocados em urnas de barro com acabamentos e detalhes elaborados. Essas urnas eram enterradas após a cerimônia fúnebre.
A descoberta da urna na comunidade 7 de Setembro é um importante achado arqueológico, que pode oferecer novas perspectivas sobre os costumes e rituais dos povos indígenas que habitaram a região há muitos anos. Este artefato reforça a riqueza cultural e histórica do Acre, destacando a necessidade de preservar e estudar esses vestígios do passado.






