Casal de Mâncio Lima se dedica ao cultivo e venda de rosas do deserto. Eles já possuem mais de 100 espécies.

Um  casal de Mâncio Lima, no Acre, encontrou na rosa do deserto uma forma de diversificar a renda e se apaixonar pela arte do cultivo. Clayton Augusto e sua esposa trabalham há cinco anos com essa planta exótica, que se adapta bem ao clima quente e seco da região. Eles possuem um viveiro com mais de cem espécies de rosas do deserto, que vendem uma vez por mês em Cruzeiro do Sul, cidade vizinha.

Clayton contou que o interesse pela rosa do deserto surgiu de uma brincadeira, quando ele comprou 30 sementes na internet para agradar a esposa. “Ela queria cultivar rosas do deserto e eu achava um pouco caro. E aí pedi 30 sementes na internet. Dessas 30 sementes eu fui tomando gosto, plantando, semeando, pedi mais 100 depois e aí foi dando resultado, foi crescendo, florescendo. E aí eu descobri que a gente tinha sido enganado, não era a cor que a gente comprou na época das sementezinhas e aí eu fui aprendendo, estudando, fazendo enxertia e aí consegui chegar no padrão que nós estamos hoje”, relatou.

Hoje, o casal produz mudas naturais de semente e também enxertadas, com cores e formas variadas. Eles também fazem a seleção dos cavalos, que são as plantas que servem de base para a enxertia. Clayton explicou que a rosa do deserto é uma planta que requer alguns cuidados, como rega moderada, adubação, poda e proteção contra pragas. “A rosa do deserto é uma planta que gosta de sol, mas não gosta de muita água. Ela é uma planta que armazena água no caule, então se você regar demais ela pode apodrecer. Ela também precisa de adubo, de preferência orgânico, e de poda para estimular o crescimento e a floração. E também tem que cuidar das pragas, como cochonilhas, pulgões, fungos, que podem atacar a planta”, disse.

O casal vende as rosas do deserto por preços que variam de R$ 10 a R$ 150, dependendo do tamanho, da cor e da raridade da planta. Eles afirmaram que a procura é grande e que o público é diversificado, tanto homens quanto mulheres. “Hoje não é só a mulher que compra não, hoje tem bastante homens que compram também. Inclusive, agora mesmo teve um que veio e fez a sua aquisição já de rosa do deserto. As mulheres elas têm mais pena de dar o valor que a gente pede, os homens não, eles chegam é tanto, então quero, leva”, brincou Clayton.

Clayton disse ainda que a renda obtida com a venda das rosas do deserto é um complemento importante para o sustento da família. Eles revelaram que conseguem fazer até mais de mil reais no dia de venda, quando a cidade está movimentada. Eles também participam de eventos como o Festival do Coco, em Mâncio Lima, e o Festival da Farinha, em Cruzeiro do Sul, onde expõem e vendem as suas plantas. Hoje o casal catalogou e trabalha com mais de 100 variedades de rosas do deserto.

Para quem tem interesse em conhecer ou adquirir as rosas do deserto do casal, eles possuem um perfil no Instagram, onde divulgam as novidades e as promoções. O perfil é o CL Rosas do Deserto. Eles também convidam as pessoas a visitarem o seu viveiro, que fica a cinco quilômetros do asfalto, depois do bairro Iracema, no sentido Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima.

jurua24horas