Alegando problemas de saúde, usuários de drogas de Cruzeiro do Sul viajam todos os dias para Mâncio Lima para pedirem dinheiro nas ruas

Nos últimos dias um grande número de pedintes tem tomado as ruas de Mâncio Lima, alegando que precisam de dinheiro para gastos com tratamento de saúde de parentes e familiares.

Na maioria dos casos são estelionatários e ex presidiários disfarçados, que abusam da boa vontade das pessoas.

Um motorista de lotação entrou em contato com a redação do site Mâncio Lima em Foco e enviou algumas fotos de um grupo de quatro pessoas, entre homens e mulheres que todos os dias pegam os carros de lotação que fazem a rota Mâncio Lima/Cruzeiro do Sul.

“Em um áudio, o motorista fala: esse grupo de quatro pessoas todos os dias vai pedir dinheiro e alimentos em Mâncio Lima, e quando chega aqui em Cruzeiro do Sul, eles compram e trocam tudo por drogas” alertou.

Normalmente essas pessoas andam com falsos receituários e chegam a apresentar para comerciantes e para as pessoas que transitam nas ruas, alegando que tem parentes internados no Hospital do Juruá e precisando de ajuda. A média de arrecadação de cada usuário fica em torno de R$ 300,00 por dia.

CRIME

Essa prática se configura crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal.

De acordo com o texto do Código Penal, classifica-se como estelionato no caso de: “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”.

As pessoas que se sentirem lesadas deverão fazer um registro na delegacia de Polícia Civil ou chamar a Polícia Militar em caso de abordagem suspeita.

Outra maneira de evitar esse tipo de crime é pedir o número do RG ou do CPF do pedinte para saber se contra ele há processos judiciais ou mandado de prisão e também pedir o nome do paciente e informações confiáveis de que realmente esteja internado no hospital.

Na maioria dos casos, não há pessoas doentes, e por acreditar nas falácias desses criminosos pessoas de boa fé acabam fomentando o tráfico de drogas na região.