Professor é investigado após manter suposto ‘namoro’ com aluna de 10 anos

Um professor de informática, de 24 anos, que dava aula em uma escola da rede municipal de Belo Horizonte, no bairro Taquaril, foi detido nesta semana, após os pais de uma aluna, de 10 anos, descobrirem que eles mantinham um suposto “namoro” e trocavam declarações por mensagens.

No entanto, a Polícia Civil informou que por falta “de elementos suficientes para prisão em flagrante”, o homem foi liberado após prestar depoimento. Todas as partes envolvidas foram ouvidas na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente e Vítimas de Intolerâncias.

Segundo a Polícia Civil, apesar de ser liberado, o professor teve o celular apreendido. O aparelho deve passar por perícia para encontrar as mensagens que ele trocava com a criança por meio de um perfil fake no Instagram. Os pais da menina descobriram as conversas após uma amiga da mãe alertar sobre uma “pessoa estranha” conversando com a filha pelas redes sociais.

A Polícia Civil disse ainda que recebeu a denúncia de suposta prática de assédio sexual em uma escola municipal em Belo Horizonte e instaurou inquérito policial para apuração dos fatos. “Por se tratar de crime contra dignidade sexual envolvendo criança, a investigação segue em sigilo na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente. Informações poderão ser repassadas à imprensa após a conclusão do inquérito”, disse a nota.

A mãe da criança monitorou o Instagram da filha por cinco dias. Nas mensagens apresentadas à polícia, a mãe mostra que a filha e o professor trocavam declarações, diziam que namoravam e ainda colocavam “regras” no relacionamento. Na versão da família, o professor chamava a aluna de “gostosa” e que “daria uns beijos nela”.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou, por meio de nota, que o caso está sendo conduzido no âmbito policial.

“A Secretaria Municipal de Educação está acompanhando a situação junto à família e está à disposição da polícia para os esclarecimentos necessários. É importante ressaltar que o trabalhador já foi afastado das atividades”, disse a pasta.