No Acre, estudante de direito diz que foi humilhada por professor durante apresentação de trabalho

" O que houve foi uma avaliação, ela estava sobre avaliação e não existiu nenhum desrespeito, inclusive, ela me perguntou se eu era membro da Ordem e o que a gente pode perceber aí é que ela não tá procurando algo pra corrigir e sim algum benefício da apresentação dela", explicou o professor.

A jovem estudante do curso de Direito da Estácio-Unimeta, Bárbara Guedes usou suas redes sociais para fazer um relato das agressividades psicológicas que passou mais outras acadêmicas de sua turma que teriam sido realizados pelo professor de direito penal e coordenador do curso, Fabio Santos na última terça-feira, 9. Bárbara relatou o acontecido na sua conta do instagram e recebeu centenas de mensagens de apoio, se somando a ela com críticas a conduta do professor com os discentes.

A estudante explicou em seus vários Storys no Instagram que ela e grupo de alunos apresentavam o trabalho usando slide e explicando o tema proposto na disciplina de direito penal. “Tudo estava tranquilo, fomos questionados e sanamos as dúvidas que surgiam. No final fomos questionados com algumas perguntas que não soubemos responder. Então veio a agressividade do professor com palavras de desrespeito a nós”, relatou Bárbara.

Segundo a academia não foi à primeira vez que o professor destrata os alunos, mas na terça-feira quando o caso ocorreu a jovem não resistiu e pediu respeito do professor e mais dialogo ao questionar os estudantes. “Se ele tivesse falado que o trabalho não estava bom, mesmo eu sabendo que estava eu até aceitaria, mas ser agressivo como foi não tem justificativa. Estamos lá para aprender e caso não tenhamos conhecimento cabe a ele tirar nossas duvidas e orientar, e não agir de forma violenta como fez”, explicou Bárbara.

Depois que fez seu desabafo na rede social aos prantos, Bárbara recebeu diversas mensagens de apoio, e outros relatos começaram a surgir, de acadêmicos que estudam e estudaram na instituição e também passaram por suposta agressividade psicológica do professor em determinados momentos.

Bárbara pede providências e sabe que pode sofrer represálias por está expondo a situação que muitas pessoas acabaram não tendo a coragem que ela teve de denunciar perante a violência psicológica que afirma ter sofrido juntamente com as demais acadêmicas.

Em um dos relatos apresentado na rede social, a estudante que teve seu nome preservado disse que a maioria dos casos de agressividade psicológica que conhece que estariam sendo praticada pelo professor Fabio eram mais vinculadas a mulher.

Outro lado

De acordo com o professor, Fabio Santos, o grupo da Bárbara que é blogueira, estava sobre avaliação e vários alunos perguntaram e em partes eles responderam. “E quando eu fiz algumas perguntas, eles não souberam responder. E o que foi questionado se eles não tinham estudado a doutrina, e aí eu dei uma possibilidade de apresentar novamente, e se sentiram ofendidos quando eu perguntei se eles não tinham estudado, aí ela saiu batendo a porta”, afirmou o professor.

O professor esclareceu que os alunos mandaram os stories que Bárbara fez o denunciando. “O que houve foi uma avaliação, ela estava sobre avaliação e não existiu nenhum desrespeito, inclusive, ela me perguntou se eu era membro da Ordem e o que a gente pode perceber aí é que ela não tá procurando algo pra corrigir e sim algum benefício da apresentação dela. Essa situação nunca aconteceu em mais de 15 anos de docência e eu fico até triste com esse tipo de situação”, acrescentou o professor.

Estácio-Unimeta

Em mensagem encaminhada a Estácio-Unimeta diz que não compactua com o tipo de situação, “tortura psicológica é crime!”. Em seguida informou que iria chamar a aluna no direct do Instagram para conversar melhor sobre o caso.

 

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