
A delegada Keith Mota Soares, da 9ª Delegacia Regional da Ponta do Abunã, no Distrito de Extrema, em Porto Velho, Rondônia, esteve em Rio Branco, na quinta-feira (16), para interrogar os pistoleiros responsáveis pela execução do fazendeiro João Paulino Sobrinho da Silva, o “João Sucuri”, em abril do ano passado.
O procedimento ocorreu na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rio Branco, onde a delegada ouviu os depoimentos de Jaime Vilchez de Souza e dos irmãos Elvis e Kenos Carvalho Ferreira, presos no Acre e apontados como autores da invasão da fazenda e da morte de “João Sucuri”. Apesar de o teor dos depoimentos ser mantido em sigilo, a delegada Keith Mota Soares informou que dois dos acusados permaneceram em silêncio e preferiram falar apenas em juízo.
De acordo com o inquérito policial instaurado na 9ª Delegacia Regional da Ponta do Abunã, o ataque ocorreu na noite de 29 de abril do ano passado, na fazenda de “João Sucuri”, na zona rural do Distrito de Extrema, às margens da BR-364. Além de matar o fazendeiro, os pistoleiros atearam fogo na casa, em carros e em máquinas agrícolas, e provocaram momentos de terror entre os trabalhadores da propriedade.
A primeira presa foi a dona de casa Auricléia de Souza Ferreira, esposa de Jaime Vilchez, que delatou o fazendeiro Nilson Pereira dos Santos como mandante do crime. Os irmãos Elvis e Kenos de Carvalho Ferreira foram presos em operações distintas na Rodovia Transacreana, com troca de tiros. O último a ser detido foi Jaime Vilchez de Souza, que se entregou espontaneamente na Delegacia Geral de Polícia Civil de Plácido de Castro, na fronteira com a Bolívia.
Após prestarem depoimentos, os três pistoleiros foram encaminhados de volta ao Complexo Penitenciário de Rio Branco, onde permanecem à disposição da Justiça do Estado de Rondônia. A delegada Keith Mota confirmou que o trio deve ser transferido para um presídio de Porto Velho nos próximos dias, onde aguardam o julgamento.







