
Irmão Avelino Rodrigues, de 88 anos, é mais uma testemunha viva e convivente com o profeta Irmão José da Cruz.
Irmão Avelino narra uma passagem interessante que nos faz lembrar do Evangelho segundo São Mateus 14:15-21:
“15 Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: ‘Este é um lugar deserto, e já está ficando tarde. Manda embora a multidão para que possam ir aos povoados comprar comida’.
16 Respondeu Jesus: ‘Eles não precisam ir. Dêem-lhes vocês algo para comer’.
17 Eles lhe disseram: ‘Tudo o que temos aqui são cinco pães e dois peixes’.
18 ‘Tragam-nos aqui para mim’, disse ele. 19 E ordenou que a multidão se assentasse na grama. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, deu-os aos discípulos, e estes à multidão. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. 21 Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.”
“Isso eu vi com meus olhos. A gente estava em 29 pessoas e eu sempre trabalhava na cozinha com ele. Ele só me chamava de Sr. José. Ele disse: ‘Sr. José, vamos dar de comer esse povo’. Tinha 29 pedaços de peixe e nós éramos 29 pessoas, um pedaço pra cada um.
Quando, do nada, apareceram 103 peruanos. Aí o profeta disse: ‘Sr. José, nós não vamos dar de comer eles não, né? Quando eles saírem, nós damos um pedaço de peixe pra eles, eles fazem a comida deles’. E eu disse: ‘Irmão, o senhor quem sabe, o senhor é o dono’.
Passou o tempo, já era tarde, e ele disse: ‘Coitados, né? Vamos dar de comer a esses homens?’ Respondi novamente: ‘Irmão, o senhor quem sabe’. Mas, no meu pensar, onde isso ia dar, se só tinha um pedaço pra cada um.
Ele disse: ‘Coloca a mesa lá fora’. E naquele tempo, peruano não entrava. ‘Coloca os pratos e serve’. E eu fiquei só olhando aqueles mais de 100 homens, e só três não comeram, que eram três crianças.
Ele disse: ‘Se sobrar, a gente come’. Sobrou pra todos nós, os 29, e ainda ficou na panela. Isso eu vi com meus olhos, não tenho precisão de mentir.”
Vale a pena conferir o trabalho do historiador @erehidson.






