De 516 a 179: a trajetória da violência letal no Acre em oito anos

O Acre encerrou o ano de 2025 com o registro de 179 homicídios, segundo dados do balanço consolidado divulgado em janeiro de 2026 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O número representa uma redução expressiva da violência letal no estado e marca um dos menores patamares da última década, contrastando fortemente com o pico histórico de 2017, quando 516 pessoas foram assassinadas.

A queda nos homicídios é apontada como um avanço relevante no enfrentamento à criminalidade e acompanha, em parte, a tendência observada no cenário nacional. Ainda assim, o dado absoluto não elimina a preocupação. Proporcionalmente, o Acre segue entre os estados com maior risco de morte violenta no país.

Com uma taxa de 20,24 homicídios por 100 mil habitantes, o estado permanece acima da média nacional, que fechou 2025 em 15,97 mortes por 100 mil habitantes. O índice evidencia que, apesar da redução numérica, a violência ainda impacta de forma intensa a população acreana.

No Brasil, o MJSP contabilizou 34.086 assassinatos em 2025, uma queda de 11% em relação a 2024, consolidando o quinto ano consecutivo de redução nos índices de violência letal. O resultado reforça uma tendência nacional de melhora gradual, embora com desigualdades regionais significativas.

No contexto acreano, a maior parte dos homicídios segue concentrada nas áreas urbanas, especialmente em Rio Branco, onde conflitos entre facções criminosas, somados à desigualdade social, continuam sendo fatores determinantes. Especialistas avaliam que a redução registrada em 2025 não é homogênea e ainda não alcança todos os territórios da mesma forma.