
A Justiça do Acre definiu para o dia 3 de março a realização do júri popular que vai julgar André de Oliveira da Silva e Denis da Rocha Tavares, acusados de participação no assassinato de Cauã Nascimento Silva, de 19 anos. O crime ocorreu em fevereiro de 2024, em Rio Branco, e teve grande repercussão por envolver o sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
A decisão de levar os réus a julgamento foi tomada pelo juiz Fábio Farias, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, após a análise do processo. Segundo o magistrado, há indícios e provas suficientes para que o caso seja apreciado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
De acordo com a acusação, André e Denis respondem por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de associação criminosa. As investigações apontam que o jovem teria sido morto como forma de represália, após ser visto fazendo pichações relacionadas a uma facção rival.
O homicídio aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2024, dentro da casa onde Cauã morava, no bairro Taquari, na capital acreana. Conforme o inquérito policial, o autor dos disparos fugiu logo após a ação, utilizando uma motocicleta.
As prisões dos suspeitos ocorreram meses depois do crime. André de Oliveira da Silva foi localizado em setembro, durante ação da Delegacia de Homicídios, enquanto Denis da Rocha Tavares foi preso pela Polícia Militar. Ambos estão sob custódia do sistema prisional e são representados pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC).






