
O tráfico de drogas no Rio de Janeiro deixou há tempos de funcionar de forma improvisada. Hoje, as principais facções atuam com divisão de tarefas, especialização de mão de obra e setores bem definidos, em um modelo que se assemelha ao de grandes empresas. Um levantamento detalhado do jornal O Globo revela como essa engrenagem criminosa passou a contar com até 25 funções distintas, distribuídas entre áreas como logística, finanças, tecnologia, eventos e controle territorial.
A apuração, conduzida por O Globo a partir de dados da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e de entrevistas com ex-integrantes do tráfico, mostra que pelo menos 20 desses cargos já foram identificados oficialmente em operações realizadas entre 2024 e 2025. Para a Polícia Civil, o cenário atual evidencia um nível de profissionalização sem precedentes.







