
Nos últimos dias, unidades de pronto atendimento (UPAs) e postos de saúde de Rio Branco têm registrado o aumento de casos da Síndrome Mão-Pé-Boca (SMPB), uma infecção viral comum na infância. Diversas crianças deram entrada nas unidades com sintomas típicos da doença, que inclui febre, irritação e pequenas bolhas nas mãos, pés e boca.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o cenário está sendo acompanhado pela equipe de vigilância epidemiológica, mas os números permanecem dentro do esperado para o período. Segundo o secretário Rennan Biths, a doença tem comportamento sazonal, com aumento de casos durante os meses mais chuvosos.
“Até aqui, dentro das nossas unidades, temos o registro de 173 ocorrências de mão-pé-boca. Não há nada que fuja da média dos últimos anos. As unidades estão preparadas para atender essa demanda”, explicou o secretário.
Secretaria de Saúde confirma aumento sazonal de infecções entre crianças, mas afirma que situação está sob controle e dentro da média dos últimos anos/Foto: ContilNet
Biths ressaltou ainda que, apesar de a doença ter alta capacidade de contágio, especialmente em creches e escolas, os casos costumam ser leves e raramente representam risco à vida das crianças. “Temos protocolos de atendimento bem definidos, e a rede está pronta para acolher e tratar as crianças que apresentarem sintomas”, completou.
A Síndrome Mão-Pé-Boca é causada por enterovírus, como o Coxsackie A16 e o Enterovírus A71, e é transmitida principalmente por contato com secreções, saliva ou fezes. Os sintomas iniciais incluem febre, mal-estar e dor de garganta, seguidos por pequenas úlceras na boca e manchas ou bolhas nas mãos, pés e nádegas.
Segundo o pediatra Guilherme Augusto Pulici, especialista em Pediatria, Alergia e Imunologia, a doença é autolimitada e melhora em cerca de uma semana, desde que sejam mantidos os cuidados básicos. “É importante manter a hidratação e usar medicamentos indicados pelo pediatra para controlar a febre e a dor. Antibióticos não têm efeito sobre o vírus”, destacou o médico.
Guilherme Augusto Pulici, especialista em Pediatria, Alergia e Imunologia, a doença é autolimitada e melhora em cerca de uma semana/Foto: Cedida
Casos graves são raros, mas podem causar desidratação ou atingir o sistema nervoso central, exigindo atendimento hospitalar. Por isso, a Semsa orienta os pais a procurarem a unidade de saúde mais próxima caso a criança apresente os sintomas.
A prevenção depende principalmente da higiene rigorosa das mãos, da limpeza de brinquedos e superfícies e do afastamento temporário de crianças doentes até a melhora clínica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria, essas medidas são as mais eficazes para conter surtos e proteger a saúde coletiva.






