Marcos Pontes alerta papa sobre a tentativa do STF de legalizar aborto e drogas no Brasil

O senador Marcos Pontes (PL-SP) enviou uma carta ao papa Francisco para alertá-lo sobre tentativa de legalizar o aborto e descriminalizar o porte de drogas para consumo pessoal.

“Em minha carta, expressei minha preocupação sobre os desafios que o Brasil enfrenta, especialmente em relação à legalização do aborto e do uso de drogas. São questões que ameaçam a essência da vida e a moral que são fundamentais para nossa sociedade”, escreveu no Instagram.

Em um vídeo, o parlamentar, que foi ministro de Ciência e Tecnologia no governo de Jair Bolsonaro, leu a carta ao pontífice, na qual expressa preocupação com “alguns poucos indivíduos que têm defendido a legalização do aborto e o uso de drogas, políticas que vão contra os princípios fundamentais da vida e da moral católica”.

“Essas propostas ameaçam a dignidade humana e a integridade da família que são pilares essenciais da nossa sociedade”, disse.

Na carta ao papa Francisco, o senador pede a bênção do pontífice e orações “para aqueles que tentam implementar tais agendas” no Brasil. “Que a luz da verdade da fé possa tocar suas almas guiando-os para compreender a importância da vida desde a concepção até o seu fim natural e a necessidade de combater o flagelo das drogas que tanto tem afligido a nossa sociedade.”

Legalização do aborto e do consumo de drogas estão na pauta do STF

Os dois temas — aborto e drogas — expostos pelo senador Marcos Pontes são alvos de ações recentemente pautadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No primeiro caso, a ex-ministra Rosa Weber levou uma ação do Psol para descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação ao plenário virtual e votou para permitir a prática no Brasil. Um pedido de destaque do novo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, suspendeu o julgamento.

Já a ação que tenta descriminalizar o porte de drogas para consumo pessoal já tem cinco votos favoráveis.

O Senado começou uma reação contra a Corte Suprema — esses assuntos devem ser decididos no Legislativo e não no Judiciário. Senadores já protocolaram projeto para fazer um plebiscito sobre o aborto, uma Proposta de Emenda à Constituição para proteger a vida desde a concepção e fizeram obstrução na pauta de votações.