
O que aconteceu?
Tamires Silva Oliveira foi até uma Unidade de Pronto Atendimento após acordar com dores na região dos rins e sangramento no último dia 21.
Ela desconfiou que tinha uma crise renal, mas logo notou a semelhança das dores com as que já tinha sentido no parto das duas filhas mais velhas.
ME DERAM REMÉDIO NA VEIA, MAS COMECEI A SENTIR MUITA DOR. FOI AÍ QUE FALEI: ‘ISSO ME PARECE UMA DOR DE CONTRAÇÃO’. CHAMEI O ENFERMEIRO E O MEU ESPOSO. O ENFERMEIRO FALOU: ‘VOCÊ ESTÁ GESTANTE?’ EU FALEI: ‘NÃO. MINHA MENSTRUAÇÃO ESTÁ VINDO NORMAL E EU USO MÉTODO CONTRACEPTIVO’. NUNCA PASSOU PELA MINHA MENTE UMA GESTAÇÃO, MAS A DOR ERA MUITO PARECIDA COM A DOR DE UMA CONTRAÇÃO.Tamires Silva Oliveira, ao UOL
Mesmo com os sinais que não indicavam uma possível gravidez, os médicos fizeram exames e encontraram batimentos cardíacos compatíveis com o de um feto em Tamires.
A mulher foi encaminhada ao Hospital Santo Amaro, também no Guarujá. No local, funcionários constataram que ela tinha 10 centímetros de dilatação.
Cerca de uma hora após descobrir a gravidez, Tamires deu à luz o filho dentro do elevador do hospital.
AS ENFERMEIRAS CORRENDO E EU FALANDO: ‘ESTOU SENTINDO QUE VAI NASCER’. MEU ESPOSO NÃO COUBE NO ELEVADOR E FALOU: ‘VOU CORRENDO DE ESCADA’. O MÉDICO ESTAVA NA PORTA [DO ELEVADOR], VIU A CABEÇA E FALOU: ‘JÁ ESTÁ NASCENDO’. CONTINUEI FAZENDO FORÇA E MEU FILHO NASCEU NO ELEVADOR MESMO. PERGUNTEI: ‘ELE ESTÁ VIVO?’. E ELE SOLTOU UM CHORINHO E O MÉDICO FALOU QUE ESTAVA VIVO. PARA MIM FOI UMA SENSAÇÃO DE ALÍVIO.






