
A tarde de domingo, 30, ficou marcada por uma triste ocorrência no Rio Japiim, na Alameda das Águas, quando duas crianças perderam suas vidas em meio a um banho inocente. Por volta das 16:00 horas, os militares do Corpo de Bombeiros de sobreaviso foram acionados para prestar atendimento no local.
Segundo informações colhidas entre populares, Miguel, de apenas 9 anos, e Samuel, de 11 anos, tio e sobrinho, estavam aproveitando o dia de sol para tomar um banho no rio. Porém, o que deveria ser um momento de diversão e descontração acabou se tornando uma tragédia quando Samuel começou a se afogar. Sem hesitar, Miguel tentou salvá-lo, mas infelizmente não conseguiu. Ambos acabaram submergindo nas águas do rio, que atingem uma profundidade estimada de 8 metros.
“Na tarde de ontem [domingo,30], a gente teve essa fatalidade, onde duas crianças vieram a óbito por afogamento. Segundo populares, familiares, essas crianças estavam banhando no Rio Japiim quando uma delas foi se afastando para a profundidade e começou a se afogar.
O Miguel, que é a criança de 9 anos, tentou salvar a criança de 11 anos, e não obteve sucesso, e os dois vieram a submergir e se afogar”, explicou a tenente Daniela Marques.
Ainda segundo a tenente, a guarnição demorou a chegar ao local, pois estariam atendendo a uma outra ocorrência, e precisaram acionar uma equipe que estava de sobreaviso. Além disso, a comandante atribuiu a demora à distância de um município a outro.
Populares que estavam no local na hora do acidente resgataram o corpo de Miguel com uma rede, e somente à noite os bombeiros encontraram Samuel.
A tenente também alertou para o risco de afogamentos nesse período do ano, em que muitas pessoas procuram rios e igarapés. Ela recomenda que no caso de crianças, sempre haja um adulto por perto e que o colete salva-vidas seja utilizado.
“É uma época que a gente tem mais pessoas utilizando vários banhos, se alerta para que, principalmente quando houver crianças, por mais que saibam nadar, que utilizem colete e que tenha um adulto próximo orientando, observando até que ponto essas crianças podem chegar”, recomenda.






