
A família do adolescente Adriano Cataiano Machado Barros, de 15 anos, que foi assassinado nessa quarta-feira (12) dentro de um ônibus em Rio Branco, acusa o ex-companheiro da mãe dele pelo crime, alegando que a motivação foi vingança.
O tio do rapaz, Jomar Machado relatou que a mulher já havia sido alvo de duas tentativas de homicídio anteriormente, e que o suspeito recentemente havia feito novas ameaças.
Barros foi morto com um tiro na cabeça quando ia para a escola em um ônibus no bairro Tancredo Neves, região da Parte Alta da cidade. Ninguém foi preso pelo crime até a manhã desta quinta-feira (13). Uma hora antes, o adolescente Júnior Henrique Miranda, também de 15 anos, foi assassinado com tiro no bairro Santa Inês depois de sair da aula, na Escola Estadual Antônia Fernandes.
Ao g1, o secretário de Segurança Pública do Acre, coronel José Américo Gaia informou que as investigações preliminares apontam que o caso tem ligação com problema conjugal entre a mãe da vítima e o ex-companheiro.
De acordo com o relato do tio, o suspeito foi denunciado várias vezes devido às agressões contra sua sobrinha, porém não chegou a ser preso.
Machado disse ainda que o suposto autor estaria alegando que atirou contra o adolescente porque estava sendo ameaçado por ele e rebate a acusação. A família clama por justiça e pede que qualquer informação relevante seja repassada à polícia, para garantir a prisão do responsável pelo crime.
“Meu sobrinho estava há três meses em Rio Branco, veio estudar e estava sentado no ônibus indo para escola, quando ele atirou pelas costas sem o menino nem ver ou saber. Não ameaçava ninguém, era um rapaz muito tranquilo. A gente lamenta o que aconteceu, ele era um rapaz jovem, bem criado, sempre gostou de colônia, gostava de cavalo. Nós só queremos que a justiça seja feita”, concluiu.
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Adolescente foi morto dentro do ônibus no bairro Tancredo Neves — Foto: Arquivo pessoal
Segundo testemunhas, o adolescente tinha pego o coletivo a caminho da escola quando foi baleado por um rapaz que subiu no ônibus nas proximidades do bairro Caladinho. À polícia, o motorista do veículo disse que logo após a subida do suspeito, ouviu um disparo de arma de fogo.
O criminoso pediu para o motorista parar o coletivo e fugiu. Populares acionaram a polícia, a vítima estava viva, mas morreu logo depois, conforme o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Ainda segundo as testemunhas, a mãe de Adriano foi até o local, rompeu o isolamento e entrou no ônibus abraçando o corpo do filho.






