
Nos últimos dias, o aumento no número de homicídios e tentativas contra a vida vem preocupando a população e autoridades de Cruzeiro do Sul – só no final de semana, foram registrados dois homicídios violentos. Na segunda-feira um corpo, em decomposição, foi achado no Rio Juruá, dentro de um saco. A guerra entre facções criminosas pode ter motivado o aumento da violência.
Em menos de uma semana, após sequência de atos criminosos Cruzeiro do Sul voltou uma onda de violência com execuções, podendo configurar uma disputa entre duas facções criminosas. Após 4 anos a cidade de Cruzeiro do Sul volta a enfrentar uma nova onda de violência, com o uso de antigos métodos, como queimar residências com pessoas presas no imóvel para serem queimadas vivas.
De acordo com o Comandante da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, o começo de 2023 ainda foi tranquilo e até o final de fevereiro não havia sido registrado nenhum homicídio.
“Diversos grupos criminosos estão se atacando em Cruzeiro do Sul, mas é importante salientar que na maioria das vezes apenas pessoas que estão imersas no mundo do crime estão sujeitas as suas respectivas consequências. Neste final de semana tivemos uma incidência muito alta com dois homicídios, um encontro de cadáver que está sendo apurado pela Polícia Civil e pela perícia criminal e outras tentativas. Tivemos hoje de manhã uma outra tentativa de homicídio e felizmente a arma não disparou e a pessoa conseguiu fugir”, disse.
Ainda segundo o comandante, nesse momento, é cedo para afirmar que esteja ocorrendo uma guerra entre facções, o que se pode observar nesse primeiro momento é que ocorre em Cruzeiro do Sul um enfrentamento entre criminosos.
Mas diante dos fatos, a principal explicação para esse crescimento é de que ocorre na região do Juruá tentativa dos criminosos, de controlar as rotas de tráfico de drogas na Amazônia.
Só no Acre, são mais de 1,4 mil quilômetros de fronteira com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína. A geografia facilita para o tráfico: a maior parte do território é formada por floresta fechada, cortada por um labirinto de rios e com pouca fiscalização.






