Melhor notícia para mães solteiras, Lula confirma pagamento de benefício

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, informou na última quarta-feira (11), que a parcela extra de R$ 150 destinada a famílias com crianças de até 6 anos começará a ser paga em março. O anúncio foi feito depois de uma reunião com o presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto.

O benefício deve ser pago junto a parcela de R$ 600 do Bolsa Família. Dias também informou que deve apresentar a proposta do novo programa já em fevereiro. Vale lembrar que o prazo para o planejamento é até abril, ainda assim, o ministro vem trabalhando para entregar o benefício o quanto antes.

Mãe solo têm direito a parcela extra

A parcela extra é destinada a famílias que possuem, em seu núcleo familiar, crianças de até 6 anos de idade. Vale lembrar que o grau de parentesco não foi pré-determinado. Dessa forma, o programa não tem como foco as mães solo, mas sim as famílias com crianças.

É importante reforçar esse fato porque não existe um programa destinado apenas para esse grupo, apesar de as mães chefes de família chegarem a 20 milhões. Além disso, durante o Auxílio Emergencial, as mães solteiras chefe de família chegaram a receber o benefício dobrado, ou seja, R$ 1.200.

Existe um Projeto de Lei sendo analisado pela Câmara dos Deputados. O objetivo é garantir que essas mães continuem asseguradas pelo programa social, além de garantir outros auxílios. O projeto está parado e ainda deve ser analisado por uma comissão especial, depois seguirá para o Plenário da Câmara.

Pente fino do Cadastro Único

Todos os programas sociais são integrados ao Sistema Único de Assistência Social, ou seja, o Cadastro Único (CadÚnico). Isso significa que a irregularidade no cadastro pode prejudicar beneficiários de diversos programas sociais, além do próprio beneficiário que se encontra irregular.

Dessa forma, o Ministério do Desenvolvimento Social está fazendo uma análise sobre os cadastros para encontrar irregularidade. Como a atualização de dados ficou suspensa durante a pandemia de COVID-19, é possível que muitos dados estejam desatualizados, o que também pode gerar irregularidade.

Além disso, o ministro afirmou que existem “indícios de irregularidades” que serão analisados. “Uma parte considerável que passará pelo crivo dessas atualizações. São cerca de 10 milhões [de benefícios], desses, temos cerca de 6 milhões que são aqueles que estamos olhando com prioridade, onde estão as famílias unipessoais, que entraram principalmente nesse último período”, explicou o ministro.

Dessa forma, o trabalho das próximas semanas será para a reformulação do novo bolsa família, com a novas regras e critérios, e a análise de dados do Cadastro Único. Só então os beneficiários começarão a receber o Bolsa Família e a parcela extra.

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