
A aprovação do Bolsa Família está cada vez mais próxima, isso porque a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que vai liberar crédito extra para bancar o programa foi recentemente aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Em janeiro o novo programa já deve ser instalado no país, e aqueles que não cumprirem com as regras que estão sendo anunciadas poderão ser cortados.
A equipe de transição escalada por Luís Inácio Lula da Silva (PT) recebeu como missão encontrar formas de bancar o Bolsa Família em 2023. Como o programa foi a principal promessa de campanha do presidente eleito, os olhos estão voltados a ele a todo momento. Tanto, que informações do PT sobre a necessidade de um pente fino nos cadastros já foram anunciadas.
Hoje, o Auxílio Brasil tem sido pago a pelo menos 21,6 milhões de famílias brasileiras cuja renda não ultrapassa R$ 210 por pessoa. Por lei o mínimo a ser pago nesse programa é de R$ 400, mas devido uma Emenda Constitucional houve a liberação de um crédito extra que garantiu parcelas de R$ 600 de agosto a dezembro.
Para conseguir continuar pagando os R$ 600 pelo Bolsa Família, o novo governo acredita que além de espaço no orçamento é preciso uma reformulação do programa. A ideia é focar nas famílias que vivem na linha da pobreza, e evitar qualquer tipo de fraude ou desencaixe das regras. Dessa forma, mais pessoas que realmente necessitam poderiam entrar na lista de contemplados.
Quem pode ser cortado do Bolsa Família
A princípio, um grupo em específico já foi anunciado como principal foco do pente fino do Bolsa Família. São eles:
- Famílias unipessoais, ou seja, compostas por uma única pessoa.
Hoje, existem mais de 4 milhões de famílias unipessoais recebendo o Auxílio Brasil. A ideia é que a partir de fevereiro eles passem a ser convocados para averiguação cadastral no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), sujeito a bloqueio ou suspensão do benefício caso não comprovem que cumprem com as regras.






