
O comitê da reeleição do presidente Jair Bolsonaro aposta no crescimento do sentimento antipetista e da abstenção neste segundo turno para virar a eleição e ganhar um segundo mandato à frente do Palácio do Planalto. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mira em ampliar sua votação no Nordeste para garantir a vitória na fase final da campanha presidencial.
No final do primeiro turno, o antipetismo contribuiu para o aumento dos votos no presidente da República, que terminou a primeira fase com 43,2% dos votos segundo resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Bolsonaro deu um salto na última semana. Segundo pesquisa da Quaest, os eleitores que apontam como motivo do seu voto evitar uma volta de Lula ao poder subiram de 34% em 28 de setembro para 45% em 6 de outubro.
Segundo Felipe Nunes, comandante da Quaest, o sentimento antipetista cresceu na última semana do primeiro turno e segue em alta neste início de segundo turno, o que acabou sendo determinante para o aumento de votos em Bolsonaro na primeira fase da campanha.
Já entre os eleitores que apontam como motivo do seu voto evitar a permanência, a pesquisa mostrou estabilidade. Foi no mesmo período de 39% para 42%.
Neste início de segundo turno, em todas as entrevistas em que anunciou apoio de governadores à sua reeleição, Bolsonaro fez questão de aumentar as críticas a Lula e ao PT, dentro da estratégia de elevar o sentimento antipetista.






