
A Associação Acreana de Supermercados informou, nesta sexta-feira (25), que, caso a interdição da BR-364 continue até domingo (27), e as cargas não cheguem ao Acre, pode comprometer o abastecimento de perecíveis no estado.
A BR-364, entre Ariquemes (RO) e Itapuã do Oeste (RO), segue interditada pelo segundo dia nesta sexta (25) devido à cheia do Rio Jamari. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o rio alagou a pista e há cerca de um 1,40 m de água na rodovia, o que impossibilita a passagem de qualquer veículo.
Com isso, cargas de outros estados não conseguem chegar ao estado acreano. Ao g1, a porta-voz do governo, Mirla Miranda, disse que uma equipe da Defesa Civil Estadual ia até o ponto da interdição para estudar um plano de escoamento.
O Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) confirmou que não há, neste momento, risco de desabastecimento de combustível, uma vez que os postos trabalham com estoque.
“Nem todos os estabelecimentos compram produto de outros estados, há duas distribuidoras disponíveis também no Acre. É importante salientar que os postos locais possuem estoques, mas o sindicato não tem como mensurar quanto cada tem disponível e o tempo de duração. O Sindepac reforça que está acompanhando a situação e se houver alguma mudança no setor, informará toda a população”, destaca a nota.
No JAC1 desta sexta, o policial rodoviário Andrei Milton disse que não há rotas alternativas que os motoristas possam utilizar. Também não há previsão para que a via seja liberada.
“A gente não aconselha ninguém a pegar o carro e ir para aquela região. Mesmo que o carro seja alto, a profundidade é muito grande e os policiais que estão ali estão impedindo o fluxo de qualquer aventureiro, qualquer pessoa que tente fazer alguma manobra impensada e colocar a vida em risco”, destaca.
Segundo o policial, para normalizar, o rio precisa escoar a água, mas neste momento não há previsão de liberação. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit-AC) disse que a jurisdição é do estado vizinho, mas que segue acompanhando a situação.
“Não existem rotas alternativas. Os técnicos do Dnit já foram no local para tentar uma solução, mas não tem previsão que isso vá acontecer nas próximas horas, Inclusive, é pouco provável que o rio baixe agora”, destaca.






