
A agência de saúde pública da França afirmou em um comunicado publicado na quinta-feira (30) que a ômicron é a variante do coronavírus dominante no país.
Nesta semana, 62,4% dos testes apresentavam perfil compatível com a variante ômicron, contra 15% na anterior, apurou o órgão público em seu último relatório semanal.
O avanço da variante era esperado –a ômicron também se tornou dominante em Portugal e no Reino Unido.
O ministro francês da Saúde, Olivier Véran, declarou que 10% da população esteve em contato com alguém contaminado e que, diante da velocidade de circulação do vírus por causa da variante ômicron, “quem ainda não foi vacinado tem poucas chances de escapar” de uma contaminação.
Recorde de infecções
A França está testemunhando um “tsunami” de infecções de Covid-19. Na quarta-feira, o país registrou 208 mil casos novos, um recorde nacional e europeu, disse o ministro da Saúde, Olivier Verán, a parlamentares na quarta-feira. Na quinta-feira, o número também foi de mais de 200 mil notificações.
O país quebrou recordes de Covid-19 várias vezes nos últimos dias. Os 180 mil casos de terça-feira já representam a maior cifra de um país da Europa, de acordo com dados disponíveis no site Covidtracker.fr.
“Isto significa que, 24 horas por dia, dia e noite, a cada segundo em nosso país duas pessoas francesas recebem um diagnóstico positivo de coronavírus”, explicou Verán. “Nunca vivenciamos tal situação”, disse ele, descrevendo o aumento de casos como “estonteante”.






